Contato de pipas com a rede elétrica já demonstra aumento durante o mês de junho, aponta Enel

Pipas e rede elétrica são uma combinação perigosa. Quando não se leva em consideração a segurança, a brincadeira pode ocasionar desligamentos na rede de energia e provocar acidentes graves, queimaduras e até a morte. No Ceará, o número de ocorrências cresceu 175% entre os meses de maio e junho deste ano. Os dados levam em consideração as ocorrências registradas até ontem, 23, que totalizam 143 afetações na rede elétrica somente em junho.

Levando em consideração os dados de 2020, a Enel Distribuição Ceará contabilizou um total de 256 incidências na rede entre janeiro e junho, causando a interrupção no fornecimento de energia para mais de 82 mil cearenses. A região da Grande Fortaleza soma 140 ocorrências. Em 2019, de janeiro a dezembro, a distribuidora contabilizou um total de 532 casos, tendo afetado o fornecimento de energia para mais de 161 mil clientes em todo o estado.

O crescimento de contato de pipas com a rede da distribuidora é mais comum em período de férias, como em julho, porém o aumento de ocorrências já pode ser notado nos últimos meses, ainda mais com as medidas de isolamento social. Com a diminuição do período chuvoso e o aumento da velocidade do vento, as condições se tornam mais propícias para a brincadeira.

Abaixo, algumas orientações importantes:

 Soltar pipas perto da rede elétrica é muito perigoso. Elas podem enroscar nos fios com risco de descarga elétrica. Materiais metálicos também não devem ser utilizados na fabricação deste brinquedo, pois conduzem eletricidade, aumentando a chance de choque elétrico, podendo causar até a morte de uma pessoa.

 O uso da chamada linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior que o cerol tradicionalmente usado nas pipas, tem agravado ainda mais a situação. O risco de acidentes fatais é alto para pedestres e motociclistas e os danos à rede elétrica também são maiores.

 Não encostar em qualquer objeto estranho que esteja pendurado à rede elétrica.

 O uso de cerol (pó de vidro com cola) oferece mais um risco: ele corta a camada de borracha que reveste os fios de alumínio ou de cobre, criando a situação de transferência de corrente elétrica. Além disso, o uso de cerol também pode provocar acidentes com motociclistas.

– O lançamento de pipas, sapatos, bolas, marimbas, bandeirinhas e balões pode causar acidentes graves. As linhas das pipas cortam os cabos elétricos, além de gerar risco de descargas elétricas no momento em que o objeto encosta na rede e as pessoas se arriscam também ao tentar recuperar pipas e outros itens presos na fiação.

 A população não deve tentar mexer em qualquer componente da rede elétrica, como a fiação aérea, por exemplo. Somente técnicos da distribuidora, treinados para este trabalho que exige o uso de equipamentos de segurança, estão aptos a manusear a rede elétrica.

 Além das pipas, é preciso redobrar a atenção com os balões.  Eles respondem por muitos acidentes na rede elétrica já que ele pode cair aceso em florestas, residências e indústrias e até oferecer perigo à aviação. O que antes era considerado uma brincadeira hoje é crime. De acordo com a nova Lei de Crimes Ambientais, Lei Nº 9.605, de fevereiro de 1998, não somente soltar balões agora é crime, como também fabricar, vender ou transportar. A pena prevista é de um a três anos de detenção ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Caso a rede energia elétrica seja afetada pela queda de balões, a população pode ligar para 0800 285 0196. 

*Imagem de capa: Google

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