Artigo de Opinião – Filosofia Minimalista: quando menos é mais!

Quando a vida parece dura demais e nos sentimos fracassados, muitas vezes achamos que se tivéssemos mais coisas seríamos mais felizes. Essa maneira de pensar não poderia ser mais equivocada.

O que se tem percebido é que precisamos de menos coisas, e mais experiências ricas de sentido para nós. Quer um exemplo: você não precisa, necessariamente, de vários pares de sapatos ou várias peças de roupas que não usa, ou quase nunca, e que estão empilhadas no seu guarda-roupa, sem nenhuma utilidade. Para viver esse estilo minimalista precisamos dar finalidade as coisas que compramos, ou seja, experimente, comprar pares de sapatos confortáveis, casuais ou peças de roupas mais clássicas que combinam em tudo e que especialmente, combinem com o seu estilo. E quando se olha no espelho, gosta da imagem que vê, você sabe que ficou bem e se sente “empoderada” e por essa razão, repete as peças infinitas vezes até não dar mais “para o gasto”.

Quando percebemos essa realidade, começamos a remover a desordem, os excessos e a apreciar as coisas que já possuímos. Na filosofia minimalista exercitamos a filantropia.  A caridade cresce dentro de nós e sentimos mais conectados com o que temos e mais “desapegados” com coisas que só ocupam espaço no nosso armário.

O Estilo de vida Minimalista, na prática, significa apreciar coisas, objetos, itens que já temos, ao invés de ter uma enorme quantidade de coisas que realmente não quer e que muitas vezes nem precisa. No começo, o processo é difícil, e por vezes, parece intransponível. Comece devagar, com itens ou acessórios que você já é desapegado. Roupas, sapatos, livros, objeto de decoração etc, tudo que não se “comunica” com você ou não otimiza sua vida deve ser removido. Esse é o primeiro e um grande passo!

A ideia é gastar com coisas e experiencias que fazem sentido para nós e que nos traz uma maravilhosa sensação de felicidade.  Encontrar essa motivação, fará seu cérebro focar em coisas que já delimitamos como importantes para nós e nenhum meio de propaganda ou publicidade nos fará comprar coisas das quais não precisamos e que para o momento não tem nenhuma finalidade para nós.

A chave está em perceber que a felicidade não vem somente do que possuímos, até por que podemos possuir muitas coisas e não conseguir “acessar” a felicidade. O desejo de se sentir feliz vem com as coisas que já temos e a gratidão pelo que temos completa o ciclo. Percebe a sutileza? Parece complicado, mas não é! É apenas um modo de vida que se contrapõe aos excessos e ao consumismo exacerbado. 

O minimalismo tem como proposta nos ajudar a se “conectar” consigo mesmo, permitindo nos conhecer melhor através das nossas escolhas inteligentes de consumo, bem como, “conectar-se” com o meio ambiente, mudando hábitos, como reciclar, reutilizar, reaproveitar e assim, degradaremos menos o planeta.

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Por Profa. Dra. Valéria Bastos 

Pesquisadora, Educadora Financeira. Conciliadora e Mediadora certificada pelo Conselho Nacional de Justiça. Discente do curso de Direito, com foco em gestão financeira. Mestre e Doutora na área de Saúde Coletiva, com ênfase em gestão, avaliação e políticas públicas.