Crescimento das empresas na retomada da economia depende da estratégia dos gestores, diz especialista

Por Roberta Farias   |    29 ago 2021

A economia vive um momento único no País. Mesmo convivendo com a queda na receita, retração do consumo, muitos empresários priorizaram investimentos, gastos e renegociaram débitos com fornecedores. Enquanto algumas empresas aos poucos voltam ao período pré-pandemia, com números mais tímidos, outras apresentam crescimento substancial. Para o CEO da Betel Contabilidade, Lucas Gurgel, a diferença está na estratégia.

 “O gestor precisa sair da operação e pensar de forma mais abrangente entendendo o mercado, cenário econômico e etc. Se ele cortou os investimentos em marketing e as vendas caíram, significa dizer que o gestor tirou uma das portas de vendas que a empresa estava tendo. Logo, é necessário que ele sempre busque pensar fora da caixa para poder fazer valer o seu know-how de empreendedor”, destaca.

O especialista aposta que as empresas irão despontar no “novo normal” do mercado e não apenas setores específicos. Em sua análise, supermercados, postos de combustíveis, e companhias de energia pouco ou quase nada sentiram na crise.

“Qualquer empresa pode despontar, desde que pense sempre no lado positivo e negativo da crise. Todos passamos por dificuldades, alguns souberam administrar bem a crise, outros não. Isso vai de encontro à mentalidade do gestor e de como ele fez para sair dessa pandemia”, destaca o CEO da Betel.

 

Pilares para o crescimento

 

Para voltar a crescer, o especialista lista algumas ações. Uma delas é pensar fora da caixa. “Toda empresa precisa ter um setor comercial independente do seu ramo de atividade. Agora, uma das grandes falhas das empresas de modo geral está no atendimento. Pessoas se conectam com pessoas e isso já é o bastante”, completa.

A tríade de pilares para a retomada está calcada na tecnologia, pessoas e processos. “Se a organização não tem isso, com toda certeza o empresário está perdendo dinheiro e não sabe porque a empresa não vende e não dá lucro”, conclui.

Por Rebeca Quirino

*Imagem de capa: internet

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